SENAI/RN realiza live para debater Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU

5/10/2021   09h20

 

O Hub de Inovação e Tecnologia (HIT) do SENAI no Rio Grande do Norte (SENAI-RN) realizou nesta segunda-feira (4) – em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) – a live “Indústria, energias renováveis e os Objetivos que podem transformar o mundo”, parte de um plano de ação do HIT para disseminar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) na cultura das instituições que compõem o Complexo, em Natal, e gerar reflexões e debate também fora dos seus muros. Clique aqui para assistir o vídeo.

 

Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável fazem parte da “Agenda 2030” da ONU e envolvem 17 objetivos, 169 metas e 231 indicadores a serem atingidos por diversos países, incluindo o Brasil, até o ano 2030. Eles buscam, em linhas gerais, acabar com a pobreza, reduzir desigualdades, fomentar a educação de qualidade e combater as mudanças climáticas no mundo.

 

Nove desses objetivos estão diretamente ligados às atividades realizadas no HIT do SENAI, que reúne o Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) e o Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER), referências do SENAI no Brasil para educação profissional, pesquisa, desenvolvimento, inovação e outros serviços relacionados a energias renováveis e à indústria do gás.

 

 

 

Ação

“Se cada um fizer uma pequena parte para essa mudança estaremos dando uma contribuição não para você, não para a sua empresa, mas para o mundo”, ressaltou na abertura da live o presidente do Sistema FIERN e do Conselho Regional do SENAI-RN, Amaro Sales de Araújo, destacando que o tema deve permanecer na pauta de discussões do Sistema e também da indústria. “Eu como presidente, acredito que o Rio Grande do Norte, que nossa equipe, do SENAI, poderemos dar essa pequena contribuição”, acrescentou.

 

As palestras foram realizadas por Ieva Lazareviciute e Maurilo Oliveira, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), agência líder da ONU para o desenvolvimento e apoiadora de interessados na implementação dos ODS. Estudantes, equipes do SENAI e de outras instituições, além de representantes de empresas oriundas de nove estados brasileiros participaram do evento.

 

À Ieva coube introduzir a Agenda, apresentando subsídios, segundo ela, para que possam pensar suas próprias iniciativas, adaptá-las para os contextos em que atuam.

 

“Essa Agenda é uma construção de várias décadas, é universal, ou seja, é relevante para todas as pessoas e precisa ser traduzida para cada contexto. Ela é também integrada e indivisível, o que significa que não podemos escolher apenas um componente para trabalhar – eles estão interligados – e, além disso, não podemos deixar ninguém para trás”, disse ela, se referindo às parcelas da população mais vulneráveis e ponderando que não é a quantidade de Objetivos sobre a mesa que importa nessa história, mas a qualidade das propostas e intervenções realizadas para alcançá-los de maneira que aspectos sociais, econômicos e ambientais estejam contemplados de forma integrada e em equilíbrio.

 

Oitenta e oito das 169 metas, segundo Ieva, podem ser alcançadas com a participação do setor privado, mas as responsabilidades são divididas entre vários agentes e isso inclui desde governos e empresas, até organizações internacionais, estudantes e consumidores.

 

 

 

 

No setor privado

Do ponto de vista das empresas, Maurilo Oliveira ressaltou que “o setor privado desempenha um papel fundamental para que os ODS sejam alcançados, seja por meio do alinhamento do que fazem a esses Objetivos, seja por meio, por exemplo, da influência que exercem na sociedade. Ele lembrou que os próprios consumidores têm exigido uma atuação das empresas em linha com ideias contidas nessa Agenda.

 

Também destacou que a indústria de energias renováveis está no centro desse processo, que tem se movimentado na direção das metas traçadas pela Agenda 2030, com várias companhias, por exemplo, criando departamentos específicos de sustentabilidade e colocando o desenvolvimento sustentável no centro de suas decisões.

 

Ainda há, entretanto, vários desafios pela frente nesse campo, disse Oliveira. Entre eles estão garantir o acesso universal à energia, e fazer isso a um preço justo, reduzir o consumo global desse insumo, por meio da adoção de padrões de custos sustentáveis para as diversas tecnologias, além de promover crescimento econômico sem ampliar os problemas climáticos e aumentar a taxa de melhoria da eficiência energética da economia, com a substituição de matrizes energéticas fósseis por energias renováveis.

 

Rodrigo Mello, diretor do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis e do Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis, observou, no encerramento do evento, que alguns desses Objetivos já estão sendo medidos no SENAI e que a expectativa é que as atividades relacionadas ganhem mais velocidade com o aprofundamento das discussões a partir de agora.

 

Além de equipes e estudantes do SENAI-RN, se inscreveram na live representantes de instituições como Confederação Nacional da Indústria (CNI), SENAI Nacional, SENAI São Paulo, SENAI CETIQT, do Rio de Janeiro, SENAI CIT, de Minas Gerais, da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa no Rio Grande do Norte (SEBRAE-RN), do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), do CER-UFPE, da CTG Brasil, da Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec), do Instituto Santos Dumont, IM Martins, Itapetinga Agro Industrial S/A, Lions Clube de Natal Futuras Gerações, MAIS RN FIERN, Movimento Nacional ODS – MNODS, Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), Companhia Potiguar de Gás (Potigas), Universidade Federal de Campina Grande, Afaplan e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

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