SENAI realizará dia 12 em Natal evento gratuito sobre a indústria 4.0

12/09/2018   08h55

 

A indústria 4.0, como é conhecida a integração do mundo físico e virtual por meio de tecnologias digitais, vai mudar a forma de produzir, gerar novos negócios e transformar o mercado de trabalho. O uso de recursos como internet das coisas, big data e inteligência artificial também pode aumentar a produtividade das empresas. A fim de ajudar pequenos e médios empresários a tirar proveito da quarta revolução industrial, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) realiza em suas unidades, em todo o Brasil, na quarta-feira, 12, o evento “Desvendar 4.0”.

 

No Rio Grande do Norte, o “Desvendar 4.0” terá três momentos: A palestra Magna, que terá duração de 40 minutos, além dos 10 minutos para as “Perguntas & Respostas”, e transmissão em videoconferência a partir de Recife/PE, tendo como palestrante Sílvio Meira, da Porto Digital; uma Palestra Técnica, proferida por técnico do SENAI, com a mesma distribuição do tempo; e um Painel com especialistas convidados, tendo o tema “Jornada rumo à Indústria 4.0”. A programação ocorrerá a partir das 18h30, no Espaço Candinha Bezerra, Casa da Indústria, com transmissão simultânea para as Unidades Operacionais de Santa Cruz, Caicó e Mossoró.

 

O objetivo é mostrar que as tecnologias digitais são acessíveis a empresas de todos os portes, com baixo investimento e podem trazer ganhos relevantes. “Empresas de todo o mundo estão iniciando esse processo. A indústria 4.0 deve ser vista como uma oportunidade para o Brasil dar um salto em produtividade e gerar mais desenvolvimento”, avalia o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi. “O mais importante, neste momento, é que o empresário industrial saiba que é possível adotar as novas tecnologias, conheça a opções disponíveis e como podem ser aplicadas à realidade do seu negócio”.

 

No Recife, por exemplo, quem fará a palestra sobre o assunto é Silvio Meira, pesquisador do Instituto SENAI de Inovação em Tecnologias da Informação e Comunicação e professor emérito de Engenharia de Software do Centro de Informática da UFPE. Em Santa Catarina, o palestrante será Johannes Klingberg, diretor-executivo da VDI-Brasil, associação de engenheiros Brasil-Alemanha. A apresentação de Silvio Meira poderá ser acompanhada no LinkedIn do SENAI Nacional.

 

GUIA DE DIGITALIZAÇÃO – O SENAI também lança um guia com cinco passos que as pequenas e médias empresas devem seguir para se inserir na indústria 4.0. A recomendação é que, em primeiro lugar, os empresários organizem seu sistema produtivo para reduzir desperdícios, por meio de ferramentas como o lean manufacturing. A técnica foi implantada pelo SENAI em empresas atendidas no programa Brasil Mais Produtivo com aumento médio de produtividade de 52%.

 

Em seguida, a orientação é instalar sensores nas principais linhas de produção e capacitar funcionários para analisar as informações geradas pelos equipamentos. Ter profissionais qualificados é o ponto-chave para as empresas que vão adotar tecnologias digitais. Eles serão responsáveis, por exemplo, por tomar decisões estratégicas a partir das informações geradas. O SENAI inciou neste ano a oferta de 11 cursos de aperfeiçoamento para capacitar os profissionais que vão trabalhar com tecnologias da indústria 4.0.

 

Os próximos estágios recomendados pelo guia são tornar visíveis em nuvem os dados produzidos pelos sensores e integrá-los aos indicadores da empresa; introduzir tecnologias como big data e inteligência artificial e utilizar esses recursos para responder de forma rápida e flexível às demandas dos clientes.

 

A digitalização, um dos primeiros degraus para inserção na indústria 4.0, ajuda as empresas a conhecerem melhor seu chão de fábrica e a conseguirem se antecipar a eventos como quebras de máquinas, que afetam a eficiência do processo produtivo. Estudos da consultoria McKinsey apontam, por exemplo, que os ganhos em produtividade com uso de novas tecnologias digitais podem chegar a 26%.

 

O desconhecimento talvez seja hoje o maior entrave à inserção das empresas brasileiras nesta revolução industrial. O custo da tecnologia está baixo, o acesso aos métodos está facilitado, por isso, é preciso desmistificar os conceitos e mostrar que a indústria 4.0 não é apenas para as grandes empresas, ao contrário, é uma oportunidade principalmente para as pequenas se tornarem mais produtivas”, explica o gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI Nacional, Marcelo Prim.

 

EXPERIÊNCIA – Durante o evento, empresários que participam do programa Indústria Mais Avançada, realizado pelo SENAI, contam como tem sido a experiência de inserção na indústria 4.0. O projeto realiza pilotos com 56 pequenas e médias empresas em todos os estados brasileiros a fim de oferecer soluções em digitalização. O objetivo da experiência é refinar um método de baixo custo, alto impacto e de rápida implementação. São testadas técnicas de internet das coisas, sensoriamento, computação na nuvem e analytics que permitam intervir nos processos produtivos com maior agilidade.

 

Empresários interesados no tema também podem fazer um diagnóstico gratuito do estágio tecnológico de suas empresas na plataforma SENAI 4.0 (senai40.com.br), lançada este ano. A avaliação serve de base para elaboração de um plano individualizado de atualização tecnológica, também oferecido gratuitamente. Além disso, já está disponível, sem qualquer custo, o curso online “Desvendando a Indústria 4.0” destinado a explicar conceitos, oportunidades e riscos da quarta revolução industrial.

 

 

PASSO A PASSO DA INDÚSTRIA 4.0

ESTÁGIO 1 – OTIMIZAÇÃO: Aumente a produtividade do chão de fábrica e dos seus funcionários, ao mesmo tempo em que o desperdício é reduzido, elevando a sua margem de lucro. Capacite as lideranças no tema indústria 4.0 e se prepare para a segunda etapa.

 

ESTÁGIO 2 – SENSORIAMENTO E CONECTIVIDADE: Agora que você já ajustou o seu processo produtivo, é necessário sensoriar suas principais linhas de produção. Seus técnicos serão capacitados para analisar dados em tempo real, aprender com o seu chão de fábrica e tomar rápidas decisões.

 

ESTÁGIO 3 – VISIBILIDADE E TRANSPARÊNCIA: Como os dados do processo já estão sendo captados por sensores, é hora de torná-los visíveis em uma nuvem e integrados aos demais indicadores da empresa e de toda a sua cadeia de valor.

 

ESTÁGIO 4 – CAPACIDADE PREEDITIVA: Agora que sua empresa já começou a aprender com o seu processo produtivo, é hora de introduzir tecnologias como big data e inteligência artificial para auxiliar em possíveis testes e prever diferentes cenários.

 

ESTÁGIO 5 – FLEXIBILIDADE E ADAPTABILIDADE: Nesta fase, os sistemas e tecnologias implantados possuem capacidade de identificar e resolver problemas, além de responder de forma flexível às demandas dos clientes por novos produtos e serviços.

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