Profissões de nível técnico garantem emprego e salários atrativos

11/06/2018   10h05

 

Profissões de nível técnico podem ser uma excelente opção para quem deseja ingressar no mercado de trabalho com boa remuneração. Os mais recentes dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS/2016) mostram que o salário de técnicos supera, muitas vezes, o de profissionais de nível superior. Nas áreas de eletromecânica, química e energia, técnicos com mais de um ano de casa ganham em média R$ 7,2 mil, enquanto aqueles com mais de dez anos de experiência têm rendimento superior a R$ 10 mil.

 

Por outro lado, a remuneração de assistentes sociais, biólogos, jornalistas e economistas domésticos gira em torno de R$ 5 mil. Para nutricionistas, psicólogos e psicanalistas a discrepância é ainda maior. Nesses casos, o rendimento médio mensal é de R$ 3,5 mil. Esses profissionais precisam de dez ou mais anos de experiência para conquistar um salário de R$ 5,7 mil.

 

As profissões técnicas que ganham relevância com a Indústria 4.0 serão destacadas na Olimpíada do Conhecimento, que ocorre de 5 a 8 de julho, em Brasília. O evento, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e pelo Serviço Social da Indústria (SESI), mostrará inovações que prometem melhorar a qualidade de vida nos centros urbanos e revolucionar a educação, além de mostrar quais serão os profissionais do futuro.

 

ASCENSÃO PROFISSIONAL – Érica de Santos Melo conta que sua vida profissional decolou após um curso de Costura Industrial no SENAI. Com a qualificação, a pernambucana foi contratada pela Lear, líder mundial no segmento de assentos automotivos. “Hoje eu tenho uma qualidade de vida muito melhor e segurança para educar minha filha”, afirma a encarregada de produção.

 

O mato-grossense Junior Gonçalves de Souza também diz que a educação profissional foi determinante para sua carreira. Meses depois de iniciar o curso técnico de Eletroeletrônica no SENAI, o estudante conquistou uma vaga de estágio no Grupo Petrópolis, segunda maior cervejaria do Brasil. Ao final da capacitação, foi efetivado como eletricista e, no início de 2018, assumiu o cargo de Técnico em Automação Industrial, área na qual pretende seguir carreira.

 

Além da remuneração atrativa, o mercado de trabalho brasileiro enfrenta dificuldades para recrutar profissionais de nível técnico. Mesmo com a redução do número de empregos nos últimos anos, 43% das empresas brasileiras relatam problemas no preenchimento de vagas. Segundo a pesquisa Escassez de Talentos 2016/2017, feita pela empresa multinacional de seleção e recrutamento ManpowerGroup, a demanda mais difícil de ser suprida é a de técnicos de produção, operação e manutenção. Cargos administrativos, de operadores de produção e na área de construção civil também são carentes de profissionais capacitados.

 

 

ENSINO TÉCNICO – Na análise do diretor-geral do SENAI e diretor-superintendente do SESI, Rafael Lucchesi, a oferta limitada de profissionais de nível técnico está relacionada ao sistema educacional brasileiro, orientado para o ensino superior. “Temos um problema na matriz educacional brasileira, construída como se todos os estudantes chegassem à universidade, quando apenas 17% seguem para o ensino superior. Além disso, somente 11% dos estudantes fazem o ensino médio articulado à educação profissional”, afirma.

 

Dados do Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (Cedefop) mostram que, nos países desenvolvidos, a média de jovens que se dedicam a cursos técnicos é de 50%. Na Finlândia, esse percentual chega a 70%, e na Áustria o índice é de 75%.

 

Investir nessa modalidade de educação, para Lucchesi, é crucial para o Brasil. “Jovens bem preparados e com formação sólida são fundamentais para a competitividade da indústria e para o crescimento econômico, por serem uma força de trabalho criativa, com grande capacidade de trabalho, de absorção de conhecimentos e de novas tecnologias”, afirma.

 

PREPARAÇÃO – Para o gerente-executivo de Educação Profissional e Tecnológica do SENAI, Felipe Morgado, a valorização dos cursos técnicos pelo mercado de trabalho está associada à carga prática do ensino e ao alinhamento às necessidades do setor industrial. A partir da Metodologia SENAI de Educação Profissional, citada em documentos do Banco Mundial, os docentes trazem para a sala de aula situações reais de empresas com resolução de problemas, estudo de caso, pesquisa aplicada e projeto integrador.

 

Segundo a Pesquisa de Acompanhamento de Egressos do SENAI, a iniciativa é amplamente aprovada: 95% das indústrias têm preferência por profissionais da instituição. Além disso, 6 em cada 10 estudantes que concluíram o curso técnico em 2016 estavam inseridos no mercado de trabalho em 2017 – um número expressivo frente ao cenário econômico de recessão.

 

“Nós fazemos uma projeção dos perfis profissionais que o setor produtivo vai demandar nos próximos cinco anos, e desenvolvemos os cursos com base nisso. Assim, nossos alunos saem mais qualificados e bem preparados para desenvolver um bom trabalho dentro das empresas”, explica Morgado.

 

IMPORTÂNCIA DO SENAI – Em 76 anos de história, o SENAI soma 73 milhões de trabalhadores formados. Atualmente, são 474 cursos ofertados, que vão da iniciação profissional, passando por cursos técnicos, até a graduação e pós-graduação tecnológica. Apenas em 2017, foram 2,3 milhões de matrículas efetuadas nas 993 unidades fixas e móveis da instituição. Os cursos técnicos mais procurados foram Eletrotécnica, Mecânica, Eletromecânica, Segurança do Trabalho e Automação Industrial.

 

OLIMPÍADA DO CONHECIMENTO – A OC2018 vai apresentar, em um espaço de 25 mil metros quadrados, a Cidade Inteligente e a Escola do Futuro. Nesses ambientes, o SESI e o SENAI vão mostrar inovações que prometem melhorar a qualidade de vida nos centros urbanos e revolucionar a educação.

 

A Olimpíada é uma forma de estimular o interesse dos jovens pela educação profissional e apontar as tendências no mundo do trabalho. Nesta edição, o evento busca conscientizar os brasileiros da importância da formação dos profissionais responsáveis pela sociedade do futuro.

 

SAIBA MAIS

10º edição da Olimpíada do Conhecimento
Quando: 5 a 8 de julho de 2018
Onde: Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, próximo à ponte JK
Entrada gratuita.

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