Alunas do SENAI Lab Moda produzem sobreveste para chefs potiguares que disputam Prêmio Dólmã 2022

9/08/2022   12h19

 

Chefs do Rio Grande do Norte que concorrem ao Prêmio Dólmã 2022, considerado o Oscar da Gastronomia Brasileira, vestirão dólmãs produzidas por alunas de moda do SENAI-RN. A competição passa por diversos critérios para decidir quem será o grande vencedor, como júri popular, experiência profissional e histórico de carreira. A cerimônia de premiação vai acontecer no dia 12 de agosto, no estado do Amapá, e é nesse dia que eles vestirão as dólmãs produzidas por estudantes do curso de moda do SENAI-RN.

 

A dólmã é uma sobreveste de origem turca, utilizada pelos chefs de cozinha e batizada no mundo da moda de ‘dólmã chef’. Isto para diferenciar, porque a veste era originalmente utilizada por militares. Josifran Gomes, chef potiguar que concorre nesta edição do concurso, explica que a peça é como se fosse a armadura do chef, algo que demonstra sua autonomia e respeito com toda sua equipe.

 

“A dolmã é como se fosse um manto sagrado do chef, com ela incorporamos nossa profissão e nós deixa ainda mais confiantes no que vamos fazer e liderar. E essa em particular me traz muita identidade, com esses adereços e referências nordestinas e leva junto comigo a força Seridoense. Estou muito feliz e lisonjeado em receber essa Dólmã criada especialmente para mim, nesse momento muito importante que estou passando”, diz o Chef.

 

De acordo com instrutora e estilista Jéssica Cerejeira, responsáveis pelo SENAI LAB Moda, os alunos receberam a missão, por meio do convite da professora Stephanie Oliveira, embaixadora da Gastronomia do RN, de produzir as dólmãs, usadas por quatro chefes potiguares.

 

As alunas produtoras das sobrevestes se dizem satisfeitas e empolgadas com o projeto. “Eu me candidatei a participar desse projeto e, em parceria com a minha dupla Malu Procópio, fomos sorteadas para desenvolver a dólmã do chef seridoense Josifran Gomes. Foi passado para nós um briefing com as referências dele e nós desenvolvemos a Dólmã Cactus, usando as referências do sertão nordestino. Foi uma experiência marcante que acrescenta muito para nossa profissão. Estou satisfeita e feliz por participar do projeto”, enfatiza Dali Ramalho.

 

Para a produção das dólmãs, toda a escolha dos aviamentos, da matéria-prima e o acompanhamento do desenvolvimento das peças ficou por responsabilidade dos alunos Lorrane Lima, Vívian Soares, Dali Ramalho, Malu Procópio, Leni Soares e Milca Nascimento.

 

“Participar desta produção foi um grande desafio, eu nunca tinha participado de um projeto e vê-lo concluído foi um sonho. Tivemos dificuldades por causa do tempo e assumir duas dólmãs, mas eu e Vivian nos esforçamos e demos o nosso melhor. Estou empolgada, quero ver a reação dos chefes e das pessoas quando eles vestirem. Foi incrível participar do projeto. Mesmo com todos os desafios, é gratificante ver o seu desenho ficando pronto”, diz Lorrane Lima.

 

As professoras de costura Alda Julião e Sebastiana Lopes e as alunas do Curso de Estilo Leni Soares e Suzana Cavalcanti foram as responsáveis pela confecção das peças.

 

“Sou costureira há mais de dez anos, tenho minha maior experiência em acabamentos e consertos de roupas, também confecciono roupas, iniciei esse curso de Estilista de vestuário e moda do Senai, em fevereiro, e graças a Deus cada dia meu conhecimento e experiência aumentam mais. Sinto-me honrada em participar desse projeto. Foram vários desafios, pesquisas, criatividade e inspiração ligadas ao nosso Rio Grande do Norte. No meu projeto, a inspiração foi a Macambira, também conhecida como Mandacaru, Xique-Xique uma vegetação típica da nossa região”, conta Leni Soares.

 

Todas as participantes têm uma coisa em comum, todas tiveram que vencer desafios, mas o resultado foi alcançado. “A produção foi um processo cheio de desafios. Erros e acertos, que nos fizeram amadurecer como futuros profissionais e correr atrás de um resultado incrível, como finalmente conseguimos concretizar”, afirma a estilista Malu Procópio.

 

Para a aluna Vívian Soares participar do projeto tem sido uma oportunidade ímpar de aprendizado. Ela decidiu integrar a equipe para ter a experiência de desenvolver uma peça do início ao fim, conhecendo todos os processos que compõem uma produção. “A grande maioria das pessoas não faz ideia do trabalho que existe por trás de uma peça pronta, em casa mínimo detalhe. Fico feliz por ter encarado esse desafio, com certeza adquiri experiências que levarei para a vida toda”, conclui.

 

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